01/10/2012

Cassação de Gilberto Linhares é mantida

Em reunião da Assembleia de Presidentes ocorrida na última quinta-feira (27), em Brasília, foi mantida a pena de cassação ao ex-president ...

Em reunião da Assembleia de Presidentes ocorrida na última quinta-feira (27), em Brasília, foi mantida a pena de cassação ao ex-presidente do Cofen, Gilberto Linhares, conforme decisão anterior do Conselho Federal de Enfermagem, que já havia votado por unanimidade pela pena, em abril deste ano.

Com a decisão, Linhares fica impedido de exercer a Enfermagem por 10 anos e apenas retornará, caso solicite reinscrição, após esse prazo, em processo que dura dois anos.

Linhares pôde ingressar com recurso porque a pena de cassação só pode ser aplicada pelo Cofen, e segundo o novo regimento interno, a Assembleia de Presidentes figura como segunda instância. Mesmo assim, durante a tarde, os presidentes votaram por unanimidade em manter a pena imposta pelo Cofen.

Para a presidente do Cofen, Marcia Krempel, “a manutenção da pena de cassação foi uma prova à sociedade que a Enfermagem e o Sistema Cofen/Conselhos Regionais não aceitam, e nunca aceitarão, qualquer tipo de corrupção, em qualquer instância, principalmente neste caso, que denegriu a boa imagem de milhares de profissionais”.

Em seu voto, a relatora do processo, presidente do Coren/TO, Márcia Anésia, afirmou: “enquanto existir na enfermagem profissionais e representantes que só buscam permanecer por anos a fio no poder embevecidos nas armadilhas da vaidade, não reconquistaremos a tão sonhada credibilidade dos profissionais de enfermagem que na sua maioria, e com razão, acreditavam na época que o conselho era um órgão simplesmente arrecadador, que já não acontece hoje”.

O processo ético contra o ex-presidente foi movido por denúncias de irregularidades nas suas duas primeiras gestões, entre 1991 e 1997.

Em 2005, em pleno exercício do quarto mandato, Linhares foi preso pela PF durante a Operação Predador, da Polícia Federal, sob acusação de peculato, formação de quadrilha, homicídio, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, interceptação não autorizada de comunicação telefônica e falsidade ideológica. O ex-presidente conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e deixou a prisão em março do ano passado.

 


Fonte: Coren/MT



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