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Ministério da Saúde libera vacinação para crianças de 5 a 11 anos

Nesta quarta-feira (5) o Ministério da Saúde anunciou oficialmente a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19. A medida já era esperada desde o dia 16 de dezembro de 2021, data em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a utilização da vacina da Pfizer neste grupo. A previsão é que os primeiros lotes do imunizante pediátrico cheguem ao país no dia 14 de janeiro. 

Já nesta quinta-feira (6) integrantes da Anvisa se reuniram com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para alinhar as diretrizes que devem orientar a aplicação dos imunizantes. Dentre as decisões estão o intervalo de 15 dias entre a aplicação do imunizante contra a Covid-19 e outros tipos de doenças. 

Apesar de discutida, a obrigatoriedade de receita médica foi abandonada pelo Ministério da Saúde, que liberou a aplicação do imunizante desde que a criança esteja acompanhada de um adulto responsável. Além disso, é preciso estar atento ao intervalo entre a primeira e segunda dose, que será de oito semanas (aproximadamente dois meses).

Outra recomendação discutida foi a necessidade de treinamento da equipe que irá aplicar as vacinas e a separação dos pontos de vacinação. Ainda nas diretrizes a modalidade “drive-thru” deve ser evitada para a vacinação deste grupo, priorizando locais acolhedores e específicos para o público infantil. 

Assim como na vacinação dos adultos, a Anvisa, juntamente com os Conselhos, recomendou a inclusão dos 20 minutos de espera após a aplicação da vacina. A medida visa garantir que a criança esteja amparada em caso de possíveis reações. 

Importância da vacinação 

De acordo com a Fiocruz [1], é importante que todas as crianças do país sejam vacinadas para garantir a segurança de toda a população de todas as idades, além de diminuir as chances de mortalidade dessa faixa etária.

“São mais de 2.500 crianças e adolescentes que nós perdemos em nosso país, um grande impacto dessa doença nessa população. Eu vejo como excelente a vinda de uma vacina em termos de proteção para essas crianças.”, disse a infectologista Rosana Richtmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, em entrevista para o portal G1 [2].

Já a presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Bethânia Santos, o início da vacinação é uma alternativa necessária para garantir a continuidade das aulas presenciais. “Além de serem impactadas pela falta de escola e pela perda de familiares, nossas crianças ainda transmitem o vírus Sars-Cov-2. Portanto, o vírus deixa de ser uma questão de saúde para tornar-se um fator social,” comentou. 

Fonte: Ascom / Coren-MT (com informações do G1, CNN e Ascom do Cofen)