10/11/2020

Nota em solidariedade à enfermeira agredida em Canarana-MT

O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) vem

O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) vem a público manifestar sua solidariedade à enfermeira agredida na madrugada desta segunda-feira (9) pelo pai de uma paciente que aguardava atendimento no Hospital Municipal do município de Canarana. A Coordenação de Fiscalização do Coren-MT está acompanhando o caso para que medidas cabíveis sejam aplicadas em defesa da profissional agredida.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, com base em dados da polícia, o agressor procurou atendimento médico para a filha e se encontrava bastante exaltado. A enfermeira o orientou a aguardar na porta da emergência para que ela chamasse o médico plantonista.

Diante disso, segundo informações, ele se irritou e começou a xingá-la, segurou-a pelo braço e a agrediu com um soco na cabeça, o que a fez desmaiar. Após a agressão, ele passou a danificar portas do hospital, acabou sendo preso e, posteriormente, foi solto mediante alvará.

O Sistema Cofen/Conselhos Regionais se solidariza com esta profissional e com todos os que sofrem agressões cotidianas durante o exercício da a enfermagem, justamente quando se dedicam à proteção da saúde alheia, enfrentando as más condições de trabalho e atendimento oferecidas pelos Órgãos gestores do Sistema Público de Saúde.

Diante deste e outros cenários em que as agressões são dirigidas aos profissionais de enfermagem, fica a indignação, considerando que não basta a dedicação e o compromisso ético moral dos profissionais, quando a estrutura e forma de organização dos serviços de saúde ofertadas à população não correspondem às necessidades dos seus usuários. São os profissionais de enfermagem, sempre na linha de frente, que sofrem as conseqüências imediatas quando usuários vêem frustradas suas expectativas.

Episódios lamentáveis como este têm a ver não apenas problemas na conduta individual ou com uma circunstância particular.  Eles são sintomas do sucateamento do Sistema de Saúde, onde a segurança do profissional não é garantida ou respeitada.

Trata-se de uma conjuntura cujo peso não deve recair sobre a enfermagem, que está na linha de frente do atendimento e vê crescerem os casos de agressão sem que o tema seja realmente enfrentado pelos gestores públicos. A gravidade do ato aumenta por se tratar de violência contra a mulher, que compõe 80% da enfermagem no país.

Cabe também a nós, profissionais de saúde, nos levantarmos contra os atos de agressão e cobrar políticas públicas de saúde e também de educação voltadas à redução da violência.

Pesquisa realizada pelo Coren-SP  em 2015 mostrou que 70% dos 4.293 profissionais de enfermagem que participaram do estudo já haviam sido vítimas de algum tipo violência no ambiente de trabalho.

Temos certeza de que esta realidade se repete por todo o país. Está mais do que na hora de tratar este assunto, que se tornou um tabu. A agressão física e psicológica contra profissionais de enfermagem, cometida cotidianamente por pacientes, empregadores, entre outros, precisa estar na pauta dos gestores.

CONSELHEIROS DO CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE MATO GROSSO

 

 




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